Principais cirurgias de redução de estômago

Existem diversos programas que visam a redução do peso, os quais incluem supervisão nutricional, programas de modificação comportamental, dietas, atividade física orientada, medicamentos, balão intragástrico e até os procedimentos cirúrgicos.

As cirurgias para o tratamento da obesidade são conhecidas e realizadas há muitos anos no Brasil e no mundo.


No inicio, por ser o excesso de peso a preocupação principal, deu-se a este conceito o nome de cirurgia bariátrica, do grego baros que significa peso, e assim difundiu-se entre médicos e pacientes.

Conheça as principais cirurgias de redução de estômago:

Balão Intragástrico


Como o próprio nome já diz, é uma esfera oca de silicone inserida por endoscopia no interior do estômago e, portanto, não é um procedimento cirúrgico.

Quando insuflado com uma solução de soro fisiológico e azul de metileno, irá ocupar mais ou menos 2/3 do espaço do estômago, causando a sensação de saciedade (estômago cheio).

Após 7 meses, deve ser obrigatoriamente retirado, também através de endoscopia.

Gastrectomia Vertical


Trata-se de uma operação minimamente invasiva, realizada por acesso vídeo-laparoscópico (com pequenas incisões menores que 10mm) e com o uso de grampeadores (aparelho que corta e sutura), em que é retirada a área do estômago que produz o hormônio grelina, responsável pela sensação da satisfação da fome (saciedade).

Com a redução do tamanho do estômago, o paciente ingere menores quantidades de alimentos.

Bypass ou Gastroplastia em Y de Roux


É uma operação minimamente invasiva, realizada por acesso vídeo-laparoscópico (com pequenas incisões menores que 10mm), em que se busca, além da saciedade, a inibição dos estímulos de vários hormônios intestinais responsáveis pelo controle das doenças metabólicas (diabetes, colesterol alto, hipertensão etc).

É construído um novo estômago muito menor que o anterior. Em seguida, realiza-se um desvio intestinal em que o alimento (pequenas bolas no vídeo) caminha sem o contato com os sucos digestivos (líquido amarelo no vídeo) por um segmento intestinal. Após este desvio, há novamente a união dos alimentos (bolas) e dos sucos digestivos (líquido amarelo).

Essa manobra é responsável pela inibição da produção da grelina – hormônio relacionado à saciedade – e pelo incentivo à produção de outros hormônios como PYY, GLP 1 e GIP, responsáveis pela redução do peso e controle do diabetes 2 e das demais doenças metabólicas (colesterol e triglicerídeos elevados , esteatose hepática,etc.)

Banda Gástrica Ajustável


É um procedimento cirúrgico, portanto, requer internação hospitalar tanto quanto qualquer outro. O acesso à cavidade é feito através de vídeo-laparoscopia (sem cortes), em que é colocado um anel de silicone ao redor do estômago, criando-se uma pequena câmara gástrica semelhante a uma ampulheta.

Nesta câmara, o alimento passará mais lentamente, levando o paciente a ingerir menores porções de alimentos. A correta mastigação é sempre importante, porém após a colocação da banda gástrica é imprescindível, pois evita o desconforto ao paciente que comumente engole os alimentos antes de mastigá-los o suficiente.

Este anel de silicone é ligado por um cateter (tubo) a um portal implantado abaixo da pele do paciente (junto aos músculos) e através do acesso ao mesmo, pode-se aumentar ou diminuir a passagem dos alimentos, dependendo das necessidades de cada paciente.